terça-feira, 31 de maio de 2011

Raio X Característico




Quando ocorre a captura eletrônica ou outro processo que retire elétrons da eletrosfera do átomo, a vacância originada pelo elétron é imediatamente preenchida por algum elétron de orbitais superiores. Ao passar de um estado menos ligado para outro mais ligado (por estar mais interno na estrutura eletrônica),o excesso de energia do elétron é liberado por meio de uma radiação eletromagnética, cuja energia é igual à diferença de energia entre o estado inicial e o final. Vai ocorrer instabilidade do átomo do ânodo, com "saltos" quânticos e libertação de radiação electromagnética característica do respectivo material, até que o estado energético do átomo seja mínimo. A denominação "característico" se deve ao fato dos fótons emitidos, por transição, serem monoenergéticos e revelarem detalhes da estrutura eletrônica do elemento químico e, assim, sua energia e intensidade relativa permitem a identificação do elemento de origem.

A produção de Rx só ocorre por materiais de número atómico elevado (como o caso do tungsténio). Os raios X característicos são portanto dependentes dos níveis de energia da eletrosfera e, dessa forma, seu espectro de distribuição em energia é discreto.

Como a emissão de raios X característicos é um fenômeno que ocorre com energia da ordem da energia de ligação dos diversos níveis da eletrosfera, as energias de emissão dos raios X característicos variam de alguns eV a dezenas de keV. Agora, baseados no modelo de Bohr podemos entender como são gerados os raios característicos, e por quê o espectro obtido com o tungstênio apresenta apenas linhas discretas.

Quando o elétron proveniente do catodo incide no anodo, ele pode expulsar um elétron orbital. A órbita de onde o elétron será expulso, depende da energia do elétron incidente e dos níveis de energia do átomo do anodo. A lacuna deixada por este elétron será preenchida por um elétron mais externo.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bases de Ressonância Magnética




Dra. Maria García Otaduy
Profa. Dra. Claudia da Costa Leite

Na técnica de Ressonância Magnética (RM) aplicada à medicina trabalha-se principalmente com as propriedades magnéticas do núcleo de hidrogênio (1H), que é o menor núcleo que existe e consta de um próton. O próton tem carga positiva, e devido ao movimento giratório deste em torno do seu próprio eixo, gera-se um pequeno campo magnético, isto é, para cada próton temos também o que chamamos de um spin magnético. Como descrito acima, a imagem de ressonância magnética baseia-se no sinal proporcionado pelo núcleo de hidrogênio 1H, por duas razões: o sinal magnético do núcleo do 1H é bem superior ao de outros núcleos magnéticos, e, o hidrogênio é o átomo mais abundante no corpo humano, principalmente devido à concentração da água. No corpo humano temos milhões e milhões de prótons. Quando os prótons não se encontram sob a influência de nenhum campo magnético exterior, o spin magnético de cada um deles esta apontando para uma direção diferente, de maneira que a soma vetorial de todos eles é igual a zero. Fala-se que a magnetização total Mtot é igual a zero (Mtot =0).

Para podermos obter um sinal de RM precisamos colocar o paciente a ser examinado dentro de um campo magnético alto, o qual pode variar de 0.2 a 3.0 T (1 T = 104 Gauss) dependendo do aparelho. Este campo magnético, chamado de campo magnético externo B0, é gerado pela corrente elétrica circulando por um supercondutor que precisa ser continuamente refrigerado ate uma temperatura de 4K (Kelvin), por meio de hélio líquido, a fim de manter as características supercondutoras do magneto. O campo magnético é maior e mais homogêneo no centro do magneto, onde o paciente será posicionado, mas não devemos esquecer que também existe um campo magnético em volta do magneto, o suficientemente forte para causar estragos se algum objeto metálico ficar por perto.
Após o paciente ser posicionado no centro do magneto, os spins começam a “sentir” o efeito do campo magnético externo B0 e orientam-se em paralelo ou anti-paralelo ao B0. Só existem estas duas possibilidades e cada uma destas orientações corresponde a um nível energético diferente. Para os spins poderem ficar em anti-paralelo ao B0 eles precisam de um pouco mais de energia. Por isso, no estado de equilíbrio, temos um pequeno excesso de spins em paralelo ao B0. O resultado é que a soma vetorial de todos os spins já não é zero: temos uma magnetização total (Mtot) em paralelo ao B0. O B0 tem um efeito a mais sobre os spins. Eles começam a fazer um movimento de precessão em torno do B0, com uma freqüência determinada, a freqüência de Larmor wL, a qual é proporcional ao B0 e à constante giromagnética  de cada núcleo (wL=-wB0), isto é, cada núcleo tem uma wL característica. A wL do hidrogênio num B0 de 1.5 T é de aprox. 63 MHz, isto é, o spin dá 63 milhões de voltas em torno do B0 por segundo.
Assim, um detector é posicionado, para pereceber a variação dos spins somados dos hidrogênios, essa variação provocou o campo magnético devido aos 60MHz e um computador processa e forma imagem da localização dos milhares de prótons alinhados, configurando a forma dos tecidos e anatomia do corpo.

O que é Física Mesoscópica


Com certeza é uma área da física muito importante, já que é uma parte da Física da Matéria Condensada (antiga Física do Estado Sólido), onde há estudos sobre a face intermediária do microcosmo e do macrocosmo.
A Mesoscopia estuda a fenomenologia da mecânica quântica para entender processos maiores, tendo em vista por exemplo Transportes Quanticos de elétrons por nanoestruturas e a condutância delas.
Suas pesquizas nesta área viabiliza o aperfeiçoamento de estrutura de semicondutores e outros componentes elétricos e magnéticos, proporcionando avanços na área da engenharia e médica.
Tendo em vista que ao conhecer o funcionamento da microscopia, poderemos entender ainda mais a macroscopia, uma vez que esses conhecimentos podem chegar ao desenvolvimento de novos equipamento onde seu tamanho pode consideravelmente reduzido devido à redução dos circuitos e dos condutores, exemplos: Aparelhos de ressonância magnética podem ter seu tamanho drásticamente reduzindo, até supercondutores podem ser aproveitados à temperatura ambiente, entre outras nova descobertas.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

O que faz o Físico Médico sem especialização?


O físico médico sem especialização sai da graduação capaz de garantir a qualidade no uso das radiações ionizantes, e projetos de redução de custos da empresa por uso excessivo de filmes radiogáficos, e especificar a dosagem absorvida equivalente no paciente e tecnico-radiológico, além de fazer levantamentos radiométricos.

Como a grade curricular da graduação em Física Médica tem várias matérias de cálculos matemáticos e soluções de problemas físicos, além de inúmeras disciplinas em radiações ionizantes e não ionizantes, o formado em física médica tem essa bagagem de consultoria radiológica, aperfeiçoamento do uso das máquinas que envolvem radiação no auxílio do médico com na maioria das vezes no controle de qualidade das imagens dos radio-diagnósticos e prevenção de neoplasia (câncer) por efeitos estocásticos futuros. Muito além também, por causa da capacidade de raciocínio rápido e preciso, com facilidade de concentração devido ao uso excessivo da matemática na vida acadêmica.

Assim, sem titulação de radioterapeuta, ou de supervisor de proteção radiológica, ou de medicina nuclear, o Físico Médico pode atuar nesses ambientes com projetos de melhoramento do uso das radiações e das dosagens.




essa foi uma idéia básica da profissão do graduado em física médica, mas além dessas abordagens exite um grande e vasto campo de atuação desse profissional, postarei outras vezes outros campos de atuação


terça-feira, 1 de setembro de 2009

Como ser sócio da ABFM?


É só ler o que está aqui a baixo e desembolsar um pouquinho.





Bem-vindo à pagina de inscrição de sócios.

A ABFM é constituída por profissionais e entidades que atuam na área de Física Médica e afins. Sendo uma instituição científica e de representação profissional, a sua a manutenção/funcionamento é garantida pelas contribuições dos sócios através do pagamento de anuidades e pela dedicação dos membros no fortalecimento da física médica no país.

Para fazer sua INSCRIÇÃO:

1. Imprima e preencha a ficha de inscrição disponível ao final desta página, não se esqueça que esta ficha deve estar devidamente ASSINADA pelo candidato e por sócio(s) efetivo(s);

anexe

2. um curriculum vitae resumido;
3. uma cópia autenticada do diploma de graduação (e de pós-graduação, se tiver);
4. e uma foto 3x4.

Remeter a ficha de inscrição e os documentos complementares dos itens 2 a 4 para a ABFM: CAIXA POSTAL 72.002 - CEP: 05.508-970 - São Paulo - SP

Todos estes documentos serão submetidos a análise e aprovação do Conselho Deliberativo. Cada candidato a sócio só poderá ser admitido mediante parecer do Conselho Deliberativo, processo que pode levar até 6 meses. Uma vez admitido, o sócio receberá o boleto para pagamento da TAXA DE INSCRIÇÃO. O sócio admitido passará a gozar seus direitos 90 dias após o pagamento da TAXA DE INSCRIÇÃO.

Categorias de Sócio

Sócio Entidade: Pessoa jurídica. Podem participar das Assembléias e freqüentar todas as atividades da Associação mas não terão direito a voto de qualquer espécie e não poderão ser votados ou nomeados para qualquer cargo da Associação.

Benefícios: anúncios nas publicações oficiais da Associação, bem como expor cartazes e produtos comerciais de interesse em reuniões organizadas pela Associação, de acordo com autorização do Conselho Deliberativo ou por sua delegação. Acesso à área protegida do website da ABFM.
Requisitos: entidade civil ou governamental com interesse ou atuação em áreas relacionadas com a física médica.

Sócios efetivos: licenciados, bacharéis, mestres ou doutores em Física que atuam na área de física médica. Podem votar, eleger e ser eleito ou nomeado para qualquer cargo da Associação.

Benefícios: subscrições das publicações da associação, taxas especiais de inscrição em eventos e congressos da associação e de entidades filiadas. Acesso à área protegida do website da ABFM. Nota: O sócio efetivo bolsista em tempo integral de pós-graduação, residência ou aprimoramento pagará anuidade de 75%.
Requisitos: ser apresentado por dois sócios efetivos.

Sócios aspirantes: estudantes e profissionais que ainda não completaram o curso superior. Não podem eleger ou de ser eleito ou nomeado para qualquer cargo da Associação.

Benefícios: subscrições das publicações da associação, taxas especiais de inscrição em eventos e congressos da associação e de entidades filiadas. Acesso à área protegida do website da ABFM. Taxa de anuidade reduzida em 50%.
Requisitos: ser apresentado por um sócio efetivo.

Sócios adjuntos: profissionais de nível superior (pleno) que não sejam licenciados, bacharéis, mestres ou doutores em Física. Possuem os mesmos direitos dos sócios efetivos, excetuando-se os direitos de eleger, de ser eleito ou nomeado para qualquer cargo da Associação, o que não se aplica ao cargo de Conselheiro Adjunto ou a cargos em comissões assessoras.

Benefícios: subscrições das publicações da associação, taxas especiais de inscrição em eventos e congressos da associação e de entidades filiadas. Acesso à área protegida do website da ABFM
Requisitos: ser apresentado por dois sócios, sendo um deles efetivo e podendo o outro ser adjunto.

Sócios correspondentes: os não residentes no país, que exerçam atividades de interesse da Associação. Possuem os mesmos direitos dos sócios efetivos ou adjuntos, excetuando-se os de ser eleito a qualquer cargo da Associação, o que não se aplica a cargos de comissões assessoras.

Benefícios: taxas especiais de inscrição em eventos e congressos da associação e de entidades filiadas. Acesso à área protegida do website da ABFM. Anuidade de 75%.
Requisitos: os mesmos das categorias de sócio efetivo ou adjunto.

Sócios honorários e Sócios beneméritos: respectivamente, aqueles que contribuírem de maneira destacada para o desenvolvimento da Associação ou de seus objetivos e aqueles que fizerem doação ou contribuição valiosa à Associação. Podem participar de todas as atividades da Associação, podendo intervir nas argumentações da Assembléias, de acordo com o regimento destas; freqüentar as reuniões do Conselho Deliberativo, da Diretoria e das comissões assessoras, desde que assim o autorizem todos os seus membros presentes. Possuem os mesmos benefícios dos sócios efetivos e estão isento de taxas de anuidades.

FICHAS DE INSCRIÇÃO (para preencher e imprimir)

• Pessoa Física

• Pessoa Jurídica

Remeter a ficha de inscrição e os documentos complementares para CAIXA POSTAL 72.002 - CEP: 05.508-970 - São Paulo - SP

Qualquer dúvida envie um e-mail para secretariageral@abfm.org.br

melhor também ler a página original onde contém as fichas para impressão:
http://www.abfm.org.br/associese.asp

sexta-feira, 12 de junho de 2009

INCA e a Física Médica


O setor de Física Médica do INCA é chefiado pelo físico médico Delano V. S. Batista e conta atualmente com uma equipe formada por nove físicos médicos - oito na área de radioterapia e um na área de radiodiagnóstico.

As principais atividades desenvolvidas são a radioproteção, a dosimetria e o controle da qualidade. A radioproteção constitui toda a organização e conjunto de procedimentos que visam à segurança dos trabalhadores, pacientes e público em relação à radiação ionizante. Estes procedimentos são recomendados por organismos internacionais, como a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), e regulamentados no Brasil pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Dentre as condutas estabelecidas, destacam-se a monitoração individual de trabalhadores, monitoração de áreas próximas às fontes e treinamento do pessoal envolvido nos serviços de radioterapia, radiodiagnóstico e outros do Hospital do Câncer I que utilizam materiais radioativos.

Já a dosimetria refere-se à determinação, por métodos experimentais ou por cálculos matemáticos, da dose de radiação ionizante absorvida. Os métodos experimentais envolvem inicialmente a utilização de dosímetros clínicos rastreados pelo Laboratório Nacional de Metrologia das Radiações Ionizantes (LNMRI/IRD/CNEN). Estes equipamentos são constituídos de um eletrômetro e câmaras de ionização adequados aos diversos tipos de feixes de radiação. Além disto, o setor de Física Médica possui para medidas relativas de dose um sistema automatizado de varredura 3D Wellhöfer, diodos, densitômetros e fantomas geométricos e antropomórficos.

Os métodos matemáticos de cálculo de dose (dosimetria clínica) são baseados em teorias físicas das radiações ionizantes. Estes cálculos variam desde os algoritmos unidimensionais mais simples aos complexos cálculos tridimensionais executados pelos sistemas de planejamento CadPlan (teleterapia) e Brachyvision (braquiterapia).

Por último, o controle da qualidade consiste numa série de ações com o objetivo de assegurar que os tratamentos ocorram conforme planejados e que as imagens radiológicas possuam a melhor qualidade possível com doses abaixo dos níveis recomendados. Para esta atividade, a Física Médica do INCA possui uma rotina que envolve testes diários, semanais, mensais e anuais, atuando em todos os equipamentos de tratamento (aceleradores, unidades de cobalto 60, aparelhos de braquiterapia de alta taxa de dose) e imagem (simuladores, tomógrafos, raios-x convencionais, fluoroscopia, mamógrafos e processadoras de filme).

O setor de Física Médica coordena dois cursos de especialização com duração de dois anos, admitindo anualmente quatro físicos na área de radioterapia e dois na área de radiodiagnóstico. Durante o curso, os especializandos estudam um núcleo comum de física das radiações, fontes de radiação, instrumentação, proteção radiológica, radiobiologia e noções de oncologia e anatomia.

Os núcleos específicos para a área de radioterapia são planejamento de tratamento, braquiterapia, dosimetria e controle de qualidade. Já para a área de radiodiagnóstico são fundamentos de radiologia convencional, fluoroscopia, outros sistemas de formação de imagens, características e qualidade da imagem, tomografia convencional e computadorizada e processamento digital de imagem.

As atividades desenvolvidas na especialização envolvem aulas teóricas, práticas supervisionadas, seminários e, ao final do período, a apresentação de um trabalho de conclusão de curso.

terça-feira, 5 de maio de 2009

ultrassonografia


A ultra-sonografia, ou ecografia, é um método diagnóstico que aproveita o eco produzido pelo som para ver em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas e órgãos do organismo. Os aparelhos de ultra-som em geral utilizam uma freqüência variada dependendo do tipo de transdutor, desde 2 até 14 Mhz, emitindo através de uma fonte de cristal piezoelétrico que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, que são interpretados através da computação gráfica. Quanto maior a frequência maior a resolução obtida. Conforme a densidade e composição das estruturas a atenuação e mudança de fase dos sinais emitidos varia, sendo possível a tradução em uma escala de cinza, que formará a imagem dos órgãos internos.

A ultra-sonografia permite também, através do efeito doppler, se conhecer o sentido e a velocidade de fluxos sanguíneos. Por não utilizar radiação ionizante, como na radiografia e na tomografia computadorizada, é um método inócuo, barato e ideal para avaliar gestantes e mulheres em idade procriativa.

A ultra-sonografia é um dos métodos de diagnóstico por imagem mais versáteis e ubíquos, de aplicação relativamente simples e com baixo custo operacional. A partir dos ultimos vinte anos do século XX, o desenvolvimento tecnológico transformou esse método em um instrumento poderoso de investigação médica dirigida, exigindo treinamento constante e uma conduta participativa do usuário.

fonte:wikipédia